segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

República de Malta - Um museu ao ar livre

A República de Malta é uma pérola perdida no meio do Mar Mediterrâneo.


Tendo sido porto de abrigo de vários povos ao longo dos últimos 7.000 anos, tem a característica mágica de muito do seu passado ser ainda visível a olho nú...


Terra de Fortes e de Piratas, de Cristãos e de Bárbaros em que a pedra cor de mel contrasta com o azul cristalino do mar...



Em que a doce confusão das ruas, alterna com a calma que emana dos vários tons de azul...



Nota: Os próximos posts procurarão ilustrar a nossa passagem pelas 3 ilhas habitadas do arquipélago: Gozo, Malta e Comino.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Lagos - Cidade dos Descobrimentos

Como nem só de Verão vive a costa algarvia, decidi partilhar um dos meus locais favoritos para uma "escapadinha" nos solarengos, mesmo que invernosos, fins de semana algarvios.


Lagos, ponto central para os Descobrimentos Portugueses foi, em tempos, capital do Reino do Algarve, sendo uma das (poucas) cidades algarvias que, apesar de turística,  tem conseguido resistir ao turismo de massas, preservando a qualidade de tudo o que de bom o Algarve ainda tem para nos oferecer...
 
Boa comida, praias de uma beleza natural dificil de igualar e muita diversão nocturna!
 
 
Alojamento - Vila Galé de Lagos (em época baixa é possível reservar um quarto duplo c/ pequeno almoço por € 60,00 noite).
O Hotel é relativamente novo e tem uma vista maravilhosa para a mítica "Meia Praia" e para a baía de Lagos.
 
 
Uma vez em Lagos, recomendo um passeio pelas ruas da zona antiga da cidade, onde abundam as lojas de artesanato e as esplanadas
 


Sem esquecer um saltinho à Ponta da Piedade (conhecido postal algarvio)
 
 
Para comer é impossível não destacar a "Casinha do Petisco", que, por si só, justifica uma visita a Lagos. As doses são generosas (a roçar ligeiramente o exagero) e a comida de boa qualidade.
 
"Aqui armou D. Henrique as caravelas que abriram caminho às grandes navegações dos Descobrimentos." Tendo sido daqui que Portugal deu novos mundos ao Mundo!
 
E continua a cumprir... A cada visita acabo por dar um novo mundo ao meu Mundo!
 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Dublin - Tigre Celta ou Drunk Leprechaun?


"When I die I want to decompose in a barrel of porter and have it served in all the pubs of Dublin"
J.P. Donleavy




Viagem: Mais uma viagem, mais uma voltinha no nosso "autocarro" favorito...
               Rota Ryanair: Faro/Londres Stansted/Dublin (preço: cerca de € 90,00 ida/volta) 

Alojamento: Hotel Holiday Inn Dublin (com preço de amigo ficou a cerca de € 65,00 noite, sem pequeno almoço). O hotel não era fabuloso, tendo como nota positiva a sua localização (ficava a uma curta caminhada dos principais pontos de interesse da cidade).

Ao chegar a Dublin, por pouco não nos cruzámos no aeroporto com os membros da Troika - a Irlanda tinha acabado de pedir resgate - e, contrariamente ao esperado, não nos deparámos com um povo triste, deprimido e/ou amargurado, mas sim com um povo extremamente simpático e, acima de tudo, muito alegre!

Como dizia Oscar Wilde "A vida é muito importante para ser levada a sério!"



Como aterrámos em Dublin no final de um dia frio de Inverno a nossa primeira paragem foi num dos típicos pubs de Temple Bar (importante centro boémio de Dublin), para aquecermos o corpo e a alma com um maravilhoso Irish Coffee!



O resto da noite, já com a alma um pouco mais quente, foi passada na companhia de algumas pints de Guiness - se em Roma sê romano, na Irlanda bebe Guiness - ao som da alegria vibrante do violino e da cantoria pouco melódica, ainda que muito animada dos clientes locais!


Como o ambiente estava tão quente e animado, não tivemos coragem de sair para jantar e acabámos por petiscar no Pub em que estávamos. Da experiência concluo que arriscar nem sempre é uma boa ideia, sendo preferível, por vezes, jogar pelo seguro (o hamburger é uma aposta segura!)

Os dias seguintes foram passados a explorar uma capital que, apesar de pequena, respira história, tradição e cultura...


Um saltinho a Trinity College (a mais antiga universidade de Dublin, onde estudaram inúmeras figuras irlandesas, nomeadamente Samuel Becktt e Oscar Wilde)




Uma visita ao Castelo de Dublin...




Um passeio pelas ruas sem destino, passando pela incontornável O'Connel Street






E, claro, uma visita à Catedral de St. Patrick...



Tal como esperado, o verde foi a côr predominante!






Até ter dado lugar - na manhã antes de partirmos para uma inesquecível viagem de carro em direcção à Irlanda do Norte - a um branco imaculado!


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Novas regras Ryanair - Se não os podes vencer...

On passengers who forget to print their boarding passes: "We think they should pay €60 for being so stupid."

Michael O'Leary


Aparentemente, a Ryanair percebeu que o mérito de ter democratizado as viagens de avião (para o bem e para o mal) não iria garantir o seu nicho de mercado para sempre (pessoas como eu para quem, em voos de curta duração, o avião é apenas um meio de transporte que se quer o mais barato possível).
 
Assim, tendo percebido que a satisfação dos passageiros é uma parte importante da equação, o seu polémico CEO rendeu-se às evidências e tem vindo a adoptar uma estratégia mais client friendly, com a adopção das seguintes medidas:


CHECK-IN, EMBARQUE E ASSENTOS
 
6.1 (...) A partir de 1 Fevereiro 2014 em diante o check-in online abrirá 30 dias antes do horário de partida previsto do voo para os clientes que compraram um lugar alocado. Os clientes que não desejem seleccionar e comprar um lugar alocado, podem fazer o check-in online entre 7 dias até 2 horas antes de cada voo reserva e ser-lhe-á alocado um lugar aleatório gratuitamente.
 
Ora, apesar de ainda não ter tido a oportunidade de formar uma opinião esclarecida acerca das novas regras, posso, desde já, salientar o seguinte:
 
Voei no dia 31 de Janeiro, sem lugar marcado e com direito às filas, empurrões e corridas aos lugares a que o meu "autocarro da carreira" carinhosamente me habituou... Resultado, no final da viagem a célebre corneta anunciou a chegada on time de mais um vôo!
 
Voltei a voar dia 2 de Fevereiro, com lugar marcado, filas e empurrões, corridas para tentar encontrar o lugar atribuído, desespero para tentar perceber qual dos passageiros não se encontrava sentado no lugar que gentilmente lhe tinha sido atribuído... Resultado, silêncio ao aterrar, uma vez que descolámos com 30 minutos de atraso!!!
 
Já em 2013 tinham sido adoptadas outras medidas, com vista a um aumento da satisfação dos passageiros:
 
BAGAGEM DE MÃO
 
8.7.1 Uma bagagem de mão por passageiro (excluindo bébés que viajem no colo de um dos pais) pesando até 10 Kg com as dimensões máximas de 55cm x 40cm x 20cm mais uma bolsa pequena até 35cm x 20cm x 20cm.
 
"People either see me as Jesus, Superman or an odious little shit. I think I'm Jesus. A prophet in his own time."

Michael O'Leary
 
Afinal até os profetas acabam por se render às regras de mercado!


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Dubai - Terra de contrastes

 
"We, in the UAE, have no such word as impossible"

Apesar de concordar com o Sheikh Mohammed não faço parte do grupo de pessoas que adorava ir ou que anseia pelo regresso ao "Oásis do Golfo Pérsico".
 
Por isso, um stopover para mim foi suficiente, além de ser uma forma extremamente barata de conhecer o Dubai (aproveitando uma promoção a caminho de um qualquer outro destino - no meu caso do Vietname).
 
Viagem - Emirates Airline a preço de saldo, com saída de Lisboa (viagem para o Vietname, com stop over no Dubai - cerca de € 360,00 ida/volta).
 
Alojamento - É possível encontrar hóteis a preços bastante acessíveis e, como existe uma boa rede de transportes públicos, a localização não é um factor determinante.
 
Aterrámos no Aeroporto Internacional do Dubai ao amanhecer e não podendo fazer check in, com o humor próprio de quem passou a noite a voar, fomos passear até à beira-mar e conhecer um dos cartões de visita do Dubai - Burj Al Arab!

 
Assim, foi debaixo do sol abrasador das 7h00 (ou não estivessemos nós no deserto) que pela primeira vez senti a areia do deserto a tocar-me a pele. O mar é de um azul enebriante, a água quente, mas o calor, insuportável!
 

Aproveitámos ainda para dar uma volta pela Marina onde os edificios assumem, inequivocamente, o papel principal...
 


Após algumas horas de um merecido descanso, e já com um ar um pouco menos assustador, saímos para explorar a cidade!
 
Foi assim que nos deparámos com o primeiro grande contraste - o calor abrasador e desértico sentido nas ruas dá lugar, sem qualquer aviso prévio, a temperaturas quase polares em todos os locais fechados.
A sensação é semelhante a uma bofetada que nos faz perder o Norte por alguns segundos. Resultado, tive frio no Dubai!
 
Paragem seguinte e obrigatória - Burj Khalifa - maior arranha-céus já construído pelo ser humano, com 828 metros de altura.
 
É um edifício fabuloso que fez a paragem valer a pena!

 
 
Junto ao Burj Khalifa encontra-se o Dubai Mall - gigantesco playground consumista onde tudo parece ser possível...




Onde nos deparámos com o contraste que mais me marcou...

Este é um local onde elegância, exuberância e arquitectura futurista se misturam de forma surpreendente com (muitas) mulheres a envergar a típica "burqa" (ainda que ornamentadas por Prada, Louboutin e outros que tal...), com outdoors luminosos a informar a hora da reza...
 





A segregação entre homens e mulheres sente-se a cada passo, nos locais reservados a mulheres (táxis, carruagens de metro...) nas placas informativas, nos olhares curiosos, quase inquisidores, com que as estrangeiras são olhadas...


Pode ser uma "Meca do Turismo", mas não é certamente a minha Meca!